***BLOG DO BENTO 9001*** AQUELA VELHA OPINIÃO FORMADA SOBRE TUDO.


29/11/2009


 
 

SILENCIO É CUMPLICIDADE TAMBÉM

 

 

 

O mundo dos humanos é uma enorme floresta de minerais modificados e amontoados formando moradias artificiais onde a simetria impera como reflexo de um comportamento que vai se modificando lentamente com o tempo. É o que chamamos de normalidade.

Observem que essa simetria é quebrada com traços de violência (que podem ser identificadas nas imagens que se oferecem) por aquelas comunidades onde impera a indisciplina e a irreverência, a revolta.

 

Importante mencionar esse quadro bem diferente de uma floresta de arvores enormes onde a exuberância da natureza fica em confronto com aquele metálico fundido com pó de pedra criado pelas mãos e inteligência dos homens. Ou não necessàriamente nessa ordem. E foi exatamente assim e exclusivamente  assim, por causa dessa inteligência, que temos hoje duas “florestas”, dois mundos distintos, o dos racionais e o dos irracionais. Em nenhuma dessas florestas reina o silêncio absoluto, pois esse é uma característica dos inúteis e dos dorminhocos. A dinâmica da sobrevivência que interage nesses dois mundos é exatamente o barulho ensurdecedor que parte dos seres vivos animados que buscam na sobrevivência, instinto e o grito de guerra é a engrenagem de tudo.

 

O mérito dessa espetacular metamorfose, não é do carregador de pedras, mas sim daquele que diz onde colocar as pedras e para isso ele tem de quebrar o silencio. Da mesma forma, a culpa de quem atira pedras (fazendo muito barulho), muitas vezes pode ser daquele que coloca as pedras à disposição do atirador. (o autor intelectual do delito).

 

Esse choque de imagens, esse contraste espetacular, serve para definir o silencio. O silêncio é a pausa para meditação, é o momento solene que antecede o sono, para que seja possível a todos os seres vivos reporem as energias gastas, ou para o medo, aquele famoso “quem cala consente”.. O silencio portanto em várias ocasiões, pode ter sua utilidade.

 

O que não se deve admitir é o silencio continuado, pois ele pode significar a morte num sentido mais amplo. E quando ele se instala dessa maneira, num ser humano, individualmente falando, pode ser que esteja nascendo ali naquele instante, o medo, o pavor, a covardia, a rendição, a fraqueza.

 

 

O canto dos pássaros na floresta contra a seqüência harmoniosa de notas musicais dedilhadas em um piano na cidade. O barulho dos gansos e maritacas, contracenando com os das buzinas de veículos poluidores. O grito estridente dos macacos pulando de galho em galho em contraste com a tristeza que se vê nos olhos daqueles da mesma espécie trancafiados em jaulas de zoológicos.

 

A vida pulsa de forma muito intensa, de uma maneira ou outra, mostrando que somente o barulho, o contraste dos sons, é uma prova evidente de vida. Mas assim como existem nos rios as piranhas que ao menor sinal de sangue, devoram tudo, existem as piranhas da internet. Enquanto na floresta, os camaleões pulam de galho em galho e usam suas línguas extensas para devorar insetos, temos na internet os cronistas "de fato” um termo muito usado pela imprensa Brasileira, para definir o golpista que tirou Zelaia do poder. Esses  cronistas "de fato” se revezam na busca de uma notoriedade sem sentido. Eles saíram das bocas de lobo dos esgotos do túnel do tempo e não se sabe como romperam com os lacres de segurança para habitar as frágeis grades de presídios onde habitam os traficantes de drogas e das mentiras.

 

E é aí, nesse ponto, que conhecemos a crueldade do silencio da cumplicidade. E nesse ponto, repito, é somos obrigados a concordar de vez em quando com a utilidade do silêncio: Sabemos o nome dos cúmplices, e não podemos apontá-los. São os traficantes poderosos da mentira e da vergonha. Eles se passam por bonzinhos e inundam a comunidade de benefícios, fazem doações e tiram fotos de si próprios e se auto promovem. Eles estão se apoderando de empresas e instituições para abrigarem os marginais virtuais

 

Nada se pode fazer contra eles, a não ser na complicada malha da Lei ou em última analise usando dos mesmos instrumentos que usam. A desorganização das idéias não é mais um pensamento filosófico, uma constatação, é uma realidade, uma pandemia. Os limites conhecidos como geográficos não resolvem mais, depois que as bocas de lobo foram rompidas e a violência chegou com requintes de crueldade e com fortes indícios de extermínio da chamada classe dos normais ou daqueles que antes, chamávamos de dominantes ou elite. Eles já estão também entre a “elite”. São bandidos políticos, empresários corruptores. Vejam esse exemplo no

http://www.novojornal.com/politica/noticia/gangue-dos-castros-domina-zona-da-mata-mineira-24-11-2009.html

 

E assim, o grande transatlântico das duas florestas, foi saqueado e os amotinados comandam as atrocidades e “amontoar” amor em forma de indultos e derrubada de presídios definitivamente vai agravar ainda mais esse estado de violência onde os figurantes se transformaram em guerrilheiros sem causa.

 

O problema maior é que os amotinados transitam livremente entre os “comandantes” e o mais grave, até o “comandante”, pode ser um deles.

 

Talvez seja melhor mesmo, o toque de recolher por conta própria.

 

Luiz Bento Pereira (64)

Representante comercial têxtil – Goiás

Nascido em Ponte Nova – MG.

Categoria: Filosofando
Escrito por Luiz Bento às 13h57
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22/11/2009


 
 

UMA PRECE PARA IMPLORAR O SILÊNCIO

 

Meus caros Amigos e leitores. Hoje foi um domingo ensolarado, que posso denominá-lo o dia do silêncio azul. Chutaram o balde da Raposa e dos sonhos das multidões celestes na arena da baixada. O time dos bambis sucumbiu diante do glorioso carioca de Garrinha, Nilton Santos e Túlio Maravilha.

É no gramado que reinam os eufemismos que entre finas e grosseiras ironias ou belíssimas citações improvisadas e que fazem assim o maior espetáculo da terra.

Revezando-se no tempo, os circos “internacionais” com os seus palhaços e os locutores esportivos atuais, em suas respectivas arenas e como diz Martinho da Vila: “deixa a vida me levar, ou leva eu... e amanhã receberemos a visita de Ahmadinejad que insiste em negar o holocausto. Eu pessoalmente prefiro ficar com aquele meu refrão enjoado: “depois de mim, o dilúvio” (rssss).

 

No futebol da Internet, entre colinas e montanhas verdes refrescadas por um rio predador, enfrentamos a dor do silêncio e dos amordaçados pelo medo. O pavor das enchentes e o pavor das palavras impróprias ditas por forasteiros das ruas de amarguras que vão e vêm ou vão e voltam, figurantes inconformados soterrados pela ausência de importância, pela ausência de assunto. As cordas da viola se arrebentaram e a única que restou dá o tom da agonia que rege o silêncio que sugere uma prece. E pasmem, agora coletiva, voz geral.

 

Mas silêncio não é prece. Silêncio é mordaça imposta. Silêncio é conformismo. Silêncio é rendição, medo do outro que nos agride. Silêncio é reclusão, é covardia, mas em ultima análise pode ser uma indiferença estratégica evitando nivelamentos desnecessários e improdutivos. Um laboratório de emoções humanas tem que ser regido com a frieza e racionalidade.

 

Falemos então da conivência, da omissão uma espécie de solidariedade cruel, uma espécie de traição, um ato criminoso que resulta na permissividade da baixaria, da molecagem e uma ação danosa contra princípios éticos e morais um aval perigoso e que legitima de certa maneira, a livre ação de pessoas irresponsáveis e providas de mau caráter. Lacaios efêmeros ou camaleônicos, presentes nas famílias, entre os amigos,  na política, nas grandes corporações, nas igrejas, nos templos e no ambiente da Internet, uma herança da liberdade desenfreada.

 

. Cobramos tudo aleatóriamente, mas sempre de forma genérica, sem um nome, sem um endereço certo. É mais elegante.

 

No palco da vida, existem os figurantes e quando eles se rebelam a temporada termina, mesmo que todos os ingressos tenham sido vendidos.  E assim, Dr. Jekyll and Mr. Hyde, saem das páginas do livro, para viver um triangulo em um pequeno condado, onde todos os reis depostos e os seus súditos  tinham o cheiro de cana e hoje se perdem nas preces de Iemanjá, impondo a tortura do silêncio.

 

 

 

O silêncio  que em muitos casos deixa muita gente cheia de coisas mal resolvidas e sem assunto e os apelos retóricos surgem como a receita mágica para um mergulho no ostracismo. Foi criado um exercito inteiro de figurantes obedientes, participantes de uma escolinha de sambas de uma nota só. E esse comportamento está presente em toda imprensa Brasileira, que omite, mente e quando diz ou escreve alguma coisa verdadeira, é porque não tem utilidade ou importância alguma.

 

Luiz Bento Pereira (64)

Representante comercial do ramo têxtil em Goiânia.

Nascido em Ponte Nova – MG.

Categoria: Filosofando
Escrito por Luiz Bento às 21h58
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10/11/2009


 
 

 

O ENCURRALADO
Não sou o Denis Weaver, mas estou me sentindo como se fosse.(rss)

Não há dúvida alguma: Estamos ficando loucos e babacas e chegará o momento em que seremos todos controlados eletrônicamente. Mas enquanto essa fase não chega aproveite mesmo assim, apesar de tudo. Um dia, o seu, o meu neto, a sua neta dirão, nossos avós eram felizes e não sabiam.

A humanidade está vivendo a era da “mea culpa”. Sinal vermelho, sinal amarelo. Faixa branca, parada proibida, preferencial, proibido fumar, visita somente no domingo, não entre, não ultrapasse, não jogue papel higiênico no vaso, use o cinto de segurança, seu farol está queimado, seu extintor venceu. – Senhor, diz uma criança com farda de guarda mirim, posando de adulto: O Senhor está com meia roda sobre a faixa branca de pedestre e assim, não está se comportando adequadamente. E lá vem lição de moral numa inversão de valores e de funções descabida. No comercio, a placa antiga ainda sobrevive: “Não vendemos fiado”, “não aceitamos cheques”. No condomínio, não faça barulho após 22 horas, não acelere com força, respeite a velocidade máxima de 20 km. – Mas meu senhor, 20 km. é quase parando, não dá pra fazer uma reunião e aumentar pra 30? – Tá bom deixa pra lá, já sei que você está cumprindo ordens, todo mundo cumpre ordens. E eu realmente não quero ser "Americo o reformador do mundo". Paz e amor, irmão.

Vou largar tudo isso e vou com a família pra pousada, pois Caldas Novas já não dá mais, aquilo lá é um esgoto a céu aberto, afinal já me disseram que eu respiro ares da Finlândia, enfim na Pousada Rio Quente, gasta-se mais, porém, ops, cuidado com as palavras preconceituosas.
Que nada, quase me colocaram pra fora, porque eu estava jogando xadrez no corredor do hotel e o regulamento não permite, aquilo lá também está cheio de marmiteiros.

-Ta vendo, mulher?, viajamos quase 200 Quilômetros para eu ficar mais nervoso ainda. Ah, desculpe estou estressado e quando voltar procurarei o Dr. Marcelo Caixeta, quem sabe, ele dá um jeito nessa minha arrogância.

E a qualquer dia, a qualquer hora ou a qualquer momento, uma voz meiga, gentil, do outro lado da linha: Senhor é do Banco tal, mas antes de lhe oferecer nosso produto, aviso-lhe que nossa conversa está sendo gravada – Moça desculpe interromper: Então melhor desligar, porque toda semana me ligam para me oferecer o mesmo cartão que eu já tenho e se eu falar com você hoje, você vai com certeza gravar muitos palavrões.

Antes, podíamos tudo, hoje não podemos nada. Sou um pobre cidadão, que já levou um pescoção na cara, por um gorila de 64 em frente o Cine Brasil na praça Sete em BH e eu nem sabia o que era comunismo. Agora livre do verde oliva, sou prisioneiro de regras e normas exageradas, arbitrárias, que ferem o meu direito individual e nada posso fazer. Não sei se canto, “pra não dizer que não falei das flores” ou se choro aquela pasmaceira, “meu Brasil, meu Brasil, eu te amo, ninguém segura a juventude do Brasil”. No fundo eu acho mesmo, que os portadores de fardas, hoje transformados em pequenas autoridades, estão se vingando da gente, impondo pequenas regrinhas para infernizar nosso dia a dia.

E assim, como dizia o meu inspirado amigo Chico Anízio (nada de Mendes ou Xavier, pra não complicar) “Eu sou o Bento Carneiro, o vampiro Brasileiro e minha vingança será maligna”.

Será? Depois disso, só conheci um vingador que foi aquele cangaceiro que habitou a Casa da Dinda, por uns tempos, mas... enquanto isso, o muro de Berlim cai de novo numa encenação espetacular em forma de dominó e com convidados especiais e pasmem, Coréia do norte e do sul, brigam novamente.

Mas tudo isso passou, hoje sou um cara alegre, feliz, um pequeno burguez e até me chamam de elite e assim, fico meditando os hábitos do novo milênio, do pobre povo Brasileiro, que se intitula em seu complexo de inferioridade de terceiro mundo.

E assim, consolidando esse pensamento tupiniquim, na pescaria, temos que levar uma balança e uma fita métrica.
E com a consciência de que estamos na luta para proteger o meio ambiente, ficamos ali, sentados horas e horas, na canoa, no barco e quando finalmente fisgamos aquele peixe enorme, vem o complexo de culpa. Passamos nossas mãos e em suas barbatanas, em seu dorso, olhamos para os seus olhos de um brilho triste e semi-opaco e o devolvemos ao seu habitat natural e voltamos pra casa, com a sensação do dever cumprido. A cartilha do Pardido Verde, embora eu não tenha mesmo vontade de votar em Marina, estará sempre ali no cantinho da minha vida, me alertando, me lembrando, cuidado com a natureza.

Alardeamos o fato de que não deixamos um saquinho de plástico à beira do rio e assim não corremos o risco de nos tornarmos assassinos de uma vaca leiteira.

Copos descartáveis, de tanto assistir programas políticos do partido verde, eu nem jogo fora mais, lavo todos eles com água e sabão e os reutilizo. Fico com medo que alguns daqueles que eu tenha usado, possa ser identificado no futuro deserto amazônico, ou aqui no cerrado Goiano, com um sistema de busca avançado para encontrar digitais, descubram por ali que fui eu um dos causadores de todo estrago que está por vir e que os terroristas portadores de bíblia já preconizaram como fim do mundo. E aqueles filhotes de papagaio no alto daquela árvore, são tão lindos, eu poderia levar um pra casa e ensiná-lo a cantar aquela musica: “eu era um bêbado e vivia drogaaado, mas encontrei Jesus”. Desisti, numa dessas eu posso ser preso e ser considerado mais perigoso e mais bandido do que o Fernandinho Beira Mar.

Portanto, como diz sempre o Ronaldo Vasconcellos, bola verde pra mim !!!

Elegemos políticos para que, depois da posse dêem demonstração de força. Isso não pode, aquilo também não pode. Velocidade máxima 80 e os fiscais arrecadadores ficam ali escondidos entre moitas com radares precisos e eis que de repente, alguém fardado ergue as mãos e lhe dá ordens incontinentes para que você pare. Discurso, multa, punição administrativa para iniciar um processo de lhe cassar o sagrado direito adquirido de ir e vir, de preferência dirigindo um veiculo motorizado. A carteira, minha carteira foi embora, esqueci-me de que a pontuação estava além do permitido. Eles ficam rindo como se estivessem assistindo um programa do Jô. Sabem e percebem o grau de humilhação que nos impõem, sabem que pagamos o seu salário e tiram sarro emitindo aquela maldita notificação, com a consciência do dever cumprido, mas sabedores de que ao executarem essas tarefas apenas quando lhes convém, quando lhes dá na cabeça, tornam essa ação tecnicamente injusta. Fiquei pensando, ele deve estar indignado porque comprei a caminhonete com isenção de IPI e ele sequer consegue sonegar o imposto de renda que lhe descontam na fonte. Mas em compensação ele tem aposentadoria integral e nós pobres civis, pagamos a vida inteira sobre 10, 20, 50 salários mínimos e aposentamos apenas com um.

Mas... meu amigo
-Não tem mais nem menos, assine aqui, mas o senhor tem o direito de recusar assinar, pois pela lei não pode gerar provas contra si próprio.
-Não, de forma alguma, imagina, passe a notificação que eu assino, pois não quero nesse momento chamá-lo de mentiroso. O Senhor Pode me prender por desacato a autoridade, não é?
-Pensando bem, o Senhor tem razão, não é uma má idéia. Mas o Senhor tem cara de gente boa, pode ir embora.
-Obrigado, o sr. é muito compreensível, sr. guarda e, por favor, releve qualquer gesto, palavra ou atitude minha que possa ter dado margem para que o sr. se arrependa de ter me concedido a honra de ser liberado pelas suas mãos. Gostaria de pedir-lhe um autografo e até tirar uma foto, mas estou constrangido diante do fato de que isso poderia ser interpretado de outra maneira.

Até aí tudo bem, mas de tanto disfarçar meu nervosismo, paro minha possante caminhonete 10 km à frente e me dirijo a uma arvore bonita e frondosa para esvaziar a bexiga ou falando rasgado, fazer um xixi.
Minha mulher apavorada desce do carro e diz: - Pelo amor de Deus, não judie da arvore, ela pode morrer sob o efeito nocivo e venenoso de sua urina e alguém pode estar vendo, anota a placa do nosso carro e faz uma denuncia pra um fiscal do IBAMA, você vai preso, como se estivesse torturando uma maritaca, ou cantando musica do Nelson Gonçalves.
Mas mulher, estamos no meio do mato, já fiz isso tantas vezes nas goiabeiras lá do Passa cinco. Pensando bem, tenho saudades daquelas porteiras de fazenda, onde se lia em todas elas “Casas Pernambucanas”.
-Onde foi isso?
- deixa pra lá, mulher, hoje o nome daquilo lá é reserva florestal e estão construindo lá um enorme presídio que pode servir de exemplo pro resto do Brasil, ou seja, bandido pé de chinelo tem que ficar preso é na sua própria cidade e de preferência próximo a rios e represas, pois quando houver incêndio fica fácil apagar.
-Tudo bem, vou direcionar meu fraco e nervoso jato, a essa indefesa cerca de arame farpado, afinal, ninguém gosta de cercas assim.
-De jeito algum, esse ácido úrico, pode causar estragos no metal da cerca que pode não ser de boa qualidade, e vai que um pobre passarinho pousa, gruda as patinhas e morre de fome e solidão?
-Está bem, vou parar num próximo posto de gasolina e espero que não esteja muito longe.
Parei no posto, resolvi meu problema e como sempre, nada de sabonete, a torneira não tinha água e nem toalha de papel.
-Só pra sacanear o cara do restaurante, pedi um cafezinho, porque sei que é grátis.
Mas saí que nem aquele evangélico feliz que ama Jesus, até na plena desgraça e assim aprendi que a gente deve agradecer por tudo de ruim que não acontece com a gente, pois reclamar é coisa de gente enjoada e ultrapassada e estressada.

Melhor mesmo é ser feliz. Agradecer sempre, pedir sempre, como um cordeirinho. Pensei até em chegar à Capital e mandar fazer um daqueles adesivos românticos, pra mostrar que sou um cidadão exemplar: “comprado por mim, guiado por mim e quitado por Jesus”. Uai sô, depois dessa mudança brusca que fizeram na oração Pai nosso que estais no céu, perdoais as nossas ofensas (dividas) assim como nós perdoamos a quem nos tenha ofendido (devedores). Descobri que foi aí que a igreja católica parou de ser a causadora direta da inadimplência, e talvez tenha sido lobye das Casas Bahia (rss).

Posto isto e mais aquilo, resolvi seguir viagem e descobri que havia guardado uns CDS de musicas antigas (sou colecionador e apreciador, não pensem que vivo somente de reclamar da vida, tenho meus momentos de ternura).

Enfiei o CD e ainda no estacionamento do posto, com o volume bem alto, (foi sem querer) e toca aquela música de autoria do Rubens Soares e David Nasser – “Nega do Cabelo duro”. E na seqüência, o refrão: “qual é o pente que te penteia, qual é o pente que te penteia”. Mas pra que?

Minha mulher me deu uma dura de novo e o frentista do posto, já tava me olhando atravessado. Acelerei, e me mandei e pra não ficar com aquilo na minha consciência, pressionei o teclado e me vem aquela marchinha de carnaval:
“Olha a cabeleira do Zezé, será que ele é, será que ele é”.
Minha mulher de novo, com ar de delegada me ameaça: Amor, estamos chegando, desligue essa música, você não está vendo que estamos no meio de uma parada gay e vai que alguém escuta isso lá fora, a polícia vem e prende a gente, desliga, desliga logo isso aí. Fiquei meio receoso, mas logo depois me lembrei que eu tinha sim, um amigo gay chamado Calcinha e quem sabe, ele estando ali no meio, com certeza me ajudaria.

Pronto, silencio total, passei pelo desfile e nem olhei para não fazer aquela cara de zombaria, de ironia mesmo, pois quando eu era criança lá em Ponte Nova, eu chamava essas meninas é de Viado mesmo, mas parece que hoje é ofensa e você até pode ser preso. Por isso estou deixando bem claro, eu não escrevi Viado aqui agora, refletindo meu atual estado de espírito, estou apenas contando o que eu fazia quando criança e assim, acho que não posso ser preso, pois Leis pelo que sei, ainda não têm efeito retroativo.

Minha mulher de novo: Você é que pensa: O Negro Job, vereador de Goiânia, não conseguiu sacramentar em Goiânia, o dia da consciência negra, como feriado, mas já está pensando em encaminhar ao congresso uma Lei, para que todos os descendentes de fazendeiros e plantadores de cana sejam julgados e condenados..., nisso, ouço uma voz que diz: “hei, você aí, me dá um dinheiro aí... não vai dar, não vai dar não, você vai ver que grande confusão...

“Minha mulher me cutuca de novo e me diz com aquele ar sem graça, - “Não é o seu CD antigo, preconceituoso, é um assalto mesmo”, o cara ta lá fora com o revolver apontado pra sua cabeça”. E no dia seguinte, no sinal de transito, começou tudo de novo:

- “Tio, vai uma cocada bahiana, aí, baratinho tio, embaladinha, me ajuda”


Luiz Bento Pereira (64)
Representante comercial do Ramo têxtil em Goiânia
Escreve nas horas vagas

 

1 Comentário

Pedro Carlos Gomes Comentário de Pedro Carlos Gomes em 15 novembro 2009 às 20:19
Excluir comentário Bento, você é muito bom!
Gosto e aprecio o que você escreve

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Gilson Croscato Comentário de Gilson Croscato
Excluir comentário Muito bom o texto, ele expressa bem o encurralamento pisicológico a qual somos submetidos nestas entrelinhas, essa história vai longe....
Geraldo César Rena Comentário de Geraldo César Rena 1 dia atrás
Excluir comentário Ponte Nova... saudades do internato do Colégio Dom Helvécio em 61,62... Padre Alcides Lana, padre Schmidt... saudades.
Mas, o texto é bom... tem muita coisa que eu assinaria junto.
Abração

Comentários acima, copiados do site www.textileindustry.com.br, onde esse texto foi publicado também.

Categoria: Filosofando
Escrito por Luiz Bento às 21h36
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08/11/2009


AINDA SOBRE PAVONICES

Não fui eu quem escreveu, mas vale como reflexão profunda.

Luiz Bento Pereira (64)

Representante Comercial no ramo textil em Goiânia.

 

 

http://textileindustry.ning.com/profiles/blog/show?id=2370240%3ABlogPost%3A4688&xgs=1

Escrito por Luiz Bento às 11h24
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02/11/2009


 
 

QUERO MORAR DENTRO DE UM SHOPPING

SHOPPING, é uma expressão da língua inglesa, adotada no Brasil para definir mais amplamente aquilo que antigamente chamávamos grosseiramente de GALERIA. São empreendimentos gigantescos ancorados geralmente por um Hiper-mercado e/ou grandes magazines nacionais ou internacionais e ocupam geralmente uma área entre 5 a 10.000 ms2, desmatadas com a permissão do Governo e sem a presença de ONGs do meio ambiente para protestos contra quaisquer tipos de irregularidades.

Portanto com área ocupada inferior a esse tamanho pode ser chamado mesmo de uma rede de galerias entrelaçadas formando pequenos labirintos. Geralmente nesses ambientes, os pequenos comerciantes ostentam o status da presença com placas e nomes sofisticados e trabalham para pagar aluguéis e contratos de franshising, além de  altíssimas taxas de condomínio, verbas de publicidade e participações sobre vendas. Teoricamente, meio difícil a sonegação pois se o fizerem ali,  estarão deixando de pagar os pesados “dízimos” estruturais próprios daquele ambiente de luxo.

Portanto, uma vez lá dentro, ou vende muito e  se vende bem, ou cai fora.
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Era uma tarde de domingo e eu ainda não havia almoçado. Nada pra fazer, tomei o café da manhã muito tarde, depois de ler o jornal, almoçar no horário convencional pra que? Visitei meu blog para ver se havia algum comentário e realmente havia, mas, impublicável. Ninguém havia morrido de improviso, ninguém disponível para um jogo de sinuca improvisado ou para um jogo de canastra. Um daqueles domingos sem nada programado, sem nada pra fazer de muito importante. Aliás todo domingo é meio chato quando se escolhe ficar dentro de casa e você começa a inventar um punhado de coisas pra fazer, como consertar aquela porta que não está fechando direito, a gaveta do armário despencando, dar um retoque de verniz em algum móvel, organizar fotos bagunçadas em um canto qualquer, enfim essas rotinas domésticas e depois mais tarde, vem a idéia de agendar a segunda feira. Ai acaba se tornando um domingo de muito trabalho. Ah !!! Sem falar naqueles tacos de sinuca que soltaram a cabeça e você fica tentando colar para economizar R$20 pilas que os poucos que prestam esse serviço, cobram.

Pra fugir dessa rotina enjoada, saímos todos para assistir um filme no melhor Shopping de Goiânia, depois de visitar a praça de alimentação, claro, e então passei a observar meticulosamente tudo que meus olhos alcançavam.

Comecei a analisar a origem desse mega empreendimento que deixa a todos nós fascinados, encantados. Evoluíram de pequenas galerias que nasciam em ruas de centro de capitais e vazavam o outro quarteirão com pequenas lojas de atividades bem diversificadas de comercio e serviço e não era permitido conflito, concorrência. Depois evoluíram para grandes cidades planejadas, cercadas de todo aparato de segurança, amplo estacionamento e os nomes das lojas são geralmente todos também em Inglês, e você tem a nítida impressão de estar passeando por uma daquelas ruas mais movimentadas de Nova York ou São Francisco na Califórnia. Portanto, na periferia temos o boteco do João, mas numa Galeria metido à besta, você freqüenta o John´s Drinks. É o Brasil que sempre mostrou sua cara de sem-vergonha e Maria vai com as outras.

É incrível, mas parece que nada mudou no tempo, e em milhares de anos, quando se entra num ambiente desses, de luxo, repleto de profissionais especializados em gentilezas, estacionamento seguro sem flanelinhas, sem qualquer pessoa para aborrecer querendo vender bugigangas. Na verdade você entra como se estivesse num castelo inexpugnável dos tempos medievais. Aqueles seguranças enfileirados de terno preto e gravata com aparelhos sofisticados se comunicando parecem muito com aqueles guardas de antigamente com espadas e armaduras, fazendo reverencias aos nobres fidalgos que caminham pelos corredores. Você pode ver uma exposição de tapetes persas, pode ver na vitrine o ego dos escritores e poetas exposto nas livrarias e pode ver também muitas inutilidades e provocações próprias do sistema capitalista. Se você for um idiota completo, pode até sair de lá com uma camiseta nova, com sua foto no peito e escrito assim: “Amo minha família”. Não sei por que dizer isto pra todo mundo, de peito aberto, feito um babaca.

A majestade portanto, é o cliente que passeia solene ganhando reverencias e sorrisos. As pessoas andam alegres e descontraídas pelas praças de alimentação felizes, como se a vida ali naquele ambiente fosse proveniente de outro mundo. Um mundo perfeito, sem preocupações. Como se nada errado existisse cá fora. Mais ou menos como aquele que freqüenta uma igreja, entra, agradece a Deus por tudo que tem e o resto que se dane.
O ar condicionado é o espelho exato da frieza e da formalidade do ambiente. Camisetas de R$80 a R$480, sem constrangimentos. Tudo muito mecânico e ninguém se cumprimenta, escorregando pelo piso de mármore, apesar de que os mais jovens trocam olhares românticos e andam em bandos formando tribos felizes. O incrível nesse ambiente de festas é que o lema diz: Somos todos estranhos, mas isso não importa.

Os cinemas voltaram, os jardins muito bem cuidados lá fora, mostram a competência dos projetos de decoradores que exibem seu talento pelos interiores das lojas sem considerar os pontos de iluminação misturando tecnologia e inteligência para absorver os recursos naturais.
NO lugar das carruagens de Ben Hur, os modernos veículos. Para substituir os títulos de Rei, rainha, princesas, condes, etc, os internacionais cartões de crédito com os limites e senhas. Uma aparência aristocrática substitui solenemente a apresentação da identidade. Se requerida, não se importe não será porque você não tem a aparência de um fidalgo, mas será sempre pelo desprezível comportamento de um funcionário de uma dessas Ongs totalmente despreparados.

Entenda-se por ONGs, obviamente todos aqueles estabelecimentos comerciais que estão ali, satisfazendo nossas necessidades e atitudes doentias, compulsivas de consumidor, e por conseguinte com alvará da administração municipal, autorizados a explorar o fantástico mundo do comercio (em outras palavras, você), ostentando griffes e luzes coloridas para atrair consumidores. Tudo que você precisa está rigorosamente a seu alcance, desde que pague e pague muito bem.

Não se impressione com os preços, tudo que você está desfrutando naquele ambiente custa caro, os corredores limpos e brilhando, refletindo sua imagem como um espelho de um hotel 5 estrelas. Todo “footing” da cidade nobre, transferido sumariamente para dentro desse castelos modernos, onde a elite predominante passeia a vontade e declara demagogicamente a ausência total de preconceitos quando percebe do lado um consumidor de feira hippie que lá está fascinado em conhecer o fantástico mundo da classe A e do espetacular mundo da moda, como modelos de roupas esfuziantes, jóias caras e raras. Ele se denuncia quando procura um pastel de carne grande com 100 grs de queijo daqueles servidos em mercados centrais e fica frustrado porque não encontra nada além daqueles mini, fabricados pelo Mc Donald´s

Quem pergunta por uma igreja, uma capela dentro de um Shopping? Quem se lembra de Jesus, quando degusta um “petit-gateau” e paga por ele num restaurante australiano R$18,95. Aliás o cardápio consta esses décimos de centavos, nem sei por quê? Será porque é chic?

A iluminação da “cidade” é fantástica, parece noite de natal. As câmeras de filmagem pescam todos os movimentos e qualquer atitude suspeita é sufocada rapidamente e de forma discreta com um extremo cuidado para não ferir suscetibilidades. Muito raramente a imprensa nem freqüenta esses ambientes com intenção de pescar alguma coisa errada, porque lá estão os principais anunciantes com gordas verbas de publicidade. Se algum pequeno ladrão que se atreve a furar o cerco é retirado do ambiente, ninguém fica sabendo.

Você não vê uma parede mal pintada, descascada, uma cadeira quebrada, esgoto exposto mesmo que seja nos subterrâneos dos estacionamentos e tampouco vê um pivete catarrento puxando a perna de sua calça, pedindo “tio me dá um dinheiro”.. Quando falta a energia elétrica, os geradores próprios são imediatamente acionados, sugerindo a existência de um mundo extra, perfeito, sem problemas, que você pode ver pelo requinte dos elevadores panorâmicos.

É quase como se você estivesse na ilha da fantasia, realizando todos os seus sonhos. Muitas gatas borralheiras buscando príncipes encantados. Muita juventude transpirando energia e muita inteligência e vontade de viver concentrados em pequeno espaço encantado, com destaque primoroso para a segurança do ambiente.

Você não vê gays e homossexuais se atracando, ou jovens puxando uma maconha, não existem flanelinhas, ninguém pedindo esmolas, ninguém vendendo CDs piratas, ninguém cego, surdo, mudo vendendo chaveiros. Ninguém distribuindo panfletos.. Os seguranças estão sempre atentos a qualquer comportamento fora do padrão e não são chamados de preconceituosos. Eles colocam pra fora mesmo, num piscar de olhos.

É por isso que eu disse que gostaria de morar dentro de um Shopping, mesmo tendo a horrível sensação de estar constantemente sob vigilância, sendo filmado e sendo observado, como nos condomínios que são quase uma espécie de extensão, mas pelo menos eu poderia descer do meu “flat” imaginário, no ultimo piso, degustar um filé mignon com arroz e brócolis e saborear um sorvete e ter certeza que estaria morando num paraíso e iria com certeza acordar vivo todos os dias e com a vantagem de ter sanitários limpos e amplos em todos os pisos à disposição para uma corrida louca para sair do sufoco, entre hidrantes imaginários e que choram..
E depois que você sair aliviado, pode ler ainda uma placa irônica – “Sorria, você está sendo filmado”.


Luiz Bento Pereira (64)
Representante comercial em Goiânia – Ramo têxtil
Cidadão Pontenovense – Minas Gerais

Ex-articulista do site Pontenet – www.pontenet.com.br

Categoria: Filosofando
Escrito por Luiz Bento às 14h55
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31/10/2009


Nota de falecimento

 

Faleceu na data de hoje, o nosso colaborador e guerreiro Edirson Martins Araújo.

Condolências à familia e sua companheira fiel de muitos anos, Dna. Nair, que acompanhou seu sofrimento nesses ultimos dias, contra aquela terrivel doença, o câncer. Ontem à tarde, por volta de 15:00, eu tive oportunidade de visitá-lo na UTI do Hospital Jacob Cury e percebi que era um adeus.

Seu enterro se dará amanhã cedo em horário ainda não divulgado. O corpo está sendo velado hoje no Jd. das Palmeiras.

Inteligente, dinâmico, competente, um vendedor autônomo que fez uma parceria brilhante conosco desde o inicio de 2003, apesar da doença que insistia em prosperar, foi sempre uma pessoa alegre, comunicativa. Foi mais um que tombou diante daquilo que chamamos de morte.

 

Araújo, estará sempre conosco, assim desse jeito, como mostra a foto.

Obrigado Amigo, pelo companheiro que foi, pelo colega de trabalho com o qual sempre aprendemos e reciclamos nossos conhecimentos na arte de vender e na arte de conquistar pessoas, nos ajudando a crescer.

 

Sua lembrança, seu sorriso, suas garbalhadas serão sempre um aviso de que a vida continua, e que sua imagem continuará viva dentro de todos nós, como um simbolo de luta e resistência.

Descanse em paz, e que as flores que lhe cobrirão hoje e amanhã, tenham as cores das flores dos anarrugas, das popelines e dos fustões que você adorava vender para seu grupo seleto de clientes que tenho certeza, hoje choram por você.

 

Luiz Bento Pereira

Em nome de toda equipe e clientes e também da Tear Textil, a fábrica que de certa forma, também rende homenagens a você.

TRURD-TRAMAS & URDUMES REPRES.LTDA.

 

 

 

 

Escrito por Luiz Bento às 15h29
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ELEVADOR DE SERVIÇO

Crepúsculo II

 Autoestima e nada mais

27/10/2009

Texto de Iram Saraiva – www.dm.com.br

 

“Demorou um pouco, mas cheguei à conclusão que a autoestima de cada um tem tudo a ver com o estado depressivo coletivo. Muito simples: se estou mal com os meus parafusos, em nada vou contribuir para diminuir os conflitos vividos pelas ruas (entenda-se ruas como toda a sociedade e suas diversas camadas). Pobre, rico, da cidade ou do campo, tudo galho da mesma árvore. A bem dizer, é exatamente no ponto dos conflitos existenciais onde todos são iguais. Igualdade material mesmo. E não aquela perante a lei, que é a tentativa romântica de minorar diferenças históricas e nunca de verdade resolvidas entre as pessoas, ainda que garantidas por lei. Os preconceitos jamais estiveram tão presentes, e na pior das suas versões: encobertos.

 

Não encontro outra explicação para entender tanta discórdia espalhada nas relações dos indivíduos. O mundo não tem mais juízo – e se alguma vez já teve, agora passou dos limites. Como se mata à-toa. A vida entrou no seu menor estágio de significação. A linguagem da brutalidade parece unânime em todos os cantos e situações. De tal forma, que se cumprimentamos alguém: “Como vai, tudo bem?”, levamos pela testa um sonoro: “O que é que você tem com isso?” Entrar no trânsito, só se for de armadura, escudo e espada. Subir o morro, apenas embarcado no Caveirão e ainda sujeito a descer morto. O melhor lugar de se viver hoje em dia é dentro de si próprio. Assim mesmo, quando livre de conflito existencial. Com a autoestima em alta.

 

Exagerei de propósito. Pintei o quadro mais negro do que ele é, embora continue negro. No entanto, para fazer coro à tese de que nem tudo é absoluto, o cinza começa a tomar corpo no campo do comportamento humano. Remédio à vista: pessoas de idade mais avançada – sempre elas – estão dando lições de como enfrentar os desesperos das ruas, a loucura coletiva e o mau humor geral. Estão caprichando na regra da aceitação de si mesmo (ou seja, autoestima). Querer bem o próprio corpo, a própria alma. E o resultado disso alcança a virtude da aceitação do semelhante, com suas virtudes e defeitos.

 

Achei o máximo as reportagens que mostraram idosos no trabalho, na ginástica, na caminhada, na dança (e nessa, às gargalhadas) dando a volta por cima das vicissitudes. Pareceu-me que ninguém tinha problemas. Provaram ser importante a gente gostar da gente: primeiro passo para a autoestima. Como você já terminou de ler estas mal traçadas linhas, fique em frente de um espelho e diga à pessoa que nele aparecer que a felicidade só depende dela.”

 

Iram Saraiva é vereador de Goiânia

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(Sic) O autor é sagaz e eu considero aqui uma das pessoas mais inteligente e especialista em metáforas. É professor universitário e dono de uma das melhores faculdades aqui de Goiânia (FASAM). Mas o que me faz reproduzir seu texto aqui (sem o seu conhecimento) é o fato de existir uma coincidência muito grande (nas entrelinhas, claro) com o meu último texto Crepúsculo, onde o “cinza começa a tomar corpo no campo do comportamento humano”.

Um fato novo: A inversão de valores também está inserida nesse contexto. É possível que no futuro, “descubram” que a Microsoft foi resultado de um trabalho coletivo e não de Bill Gates, que estaria roubando e comprando idéias e ainda utilizando mão de obra de escravos no mundo todo em 150 paises. Recentemente FHC o ex-presidente entreguista e traidor do Brasil, atribuiu a si a autoria do plano real e com isso conseguiu a façanha de conquistar o poder. Agora de forma torpe, mentirosa e vulgar, querem entrar no túnel do tempo e reescrever a história do descobrimento e colonização do Brasil. Jamais conseguirão mudar os fatos e a verdade irreversível muito bem posta naquele dito popular: "Manda quem pode, obedece quem tem juízo".

 

 

Luiz Bento Pereira (64)

Representante Comercial do ramo textil em Goiânia.

Ex-articulista do site Pontenet - www.pontenet.com.br

Nascido em Ponte Nova - MG

 

 

 

Categoria: Filosofando
Escrito por Luiz Bento às 12h43
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25/10/2009


 
 

CREPÚSCULO

 

Na eternidade dos nossos sonhos,apenas o silencio não incomoda.

A chegada ao destino da viagem com tempo marcado nos deixa agitados, inconformados.

O tom lúgubre do por do sol camufla com um cinza bronzeado a beleza da primavera.

É como se o destino mostrasse ao longo de uma estrada que pode ter chegado o momento do não amanhecer. O ser humano habita dois estados simultâneos, o da pascacice e o da indignação. Os mais inteligentes sabem da inutilidade da inconformidade, ou seja, sobrevivem de um status muito importante, que é a consciência.

Outros habitam o mundo obscuro da fé. A "saúde e a prosperidade" dessa forma ficam interligadas ao destino e à incerteza em forma de fé cega,, formando um triangulo maluco, sem pé e cabeça.

E nesse período do ano, por coincidência, o canto das cigarras exibe de forma espetacular a guerra dos sexos, um barulho infernal em que a natureza escancara e exibe o maior espetáculo do mundo, o da multiplicação, o inicio da vida e simultaneamente a morte.

 

Reações humanas são meras demonstrações de vontade de mudança de trajeto, ou o resultado do nosso desespero e da nossa arrogância. Reagimos e nos agredimos uns aos outros, seres humanos que somos e assim nos definimos como combatentes e guerreiros inconscientes contra uma causa comum, a morte, que não se agiganta, pois tal decreto nos é imposto individualmente.

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Grupos fechados, de comportamento padrão se aglutinam numa sala de segurança, ou gaiolas de humanos genéricos e aguardam submissos um destino imposto, misterioso.

Funcionam como flores sensíveis que se fecham ao menor toque. Possuem o instinto canino:

Se acariciados, correspondem.

Se agredidos ou não satisfeitos em seus instintos de sobrevivência,ou na crença absurda de que todas as idéias devam ser convergentes,  mordem e atacam. Impressionante é que os inimigos declarados são mais fáceis de se lidar com eles. Eles mostram os dentes e você reage, “dá um bico” e enfim, ficam sob controle. Idéias convergentes existem sim, mas são universais e não pertecem a grupos.

 

Somos parte de um destino traçado, imposto e algumas brechas nos permitem descobrir alguns atos de prorrogação ou de desvio, nessa caminhada.

Muitos escrevem, muitos falam, muitos dizem nada e assim talvez o mundo seja daqueles que ainda não residem nos lóculos, mas se comportam como se neles estivessem enterrados.

São fantasmas que não incomodam, mas vivem em nossas lembranças. Nossas experiências de vida requerem a sua presença e quando não estamos “engaiolados” estamos sujeitos aos seus ataques. São úteis porque são visíveis, reconhecem a nossa presença. São melhores que muitos amigos que apenas nos observam de longe, na “calada da noite” não se manifestam ou, quando se dizem sempre presentes, o fazem de forma impessoal. (Você sabe que fez parte de uma lista enorme (por atacado) mas sequer sabe, quais são os outros da lista). Existem exceções, claro.

 

A natureza é composta de impactos violentos ao mesmo tempo em que rege a orquestra suave dos resultados, que vão se desdobrando em cadeia.

É uma corrente quase que imperceptível, mas bem simétrica e cíclica de ondas de acontecimentos e transformações. Todos os choques de opiniões são úteis. Não há vencidos e vencedores. Existe uma fogueira de vaidades para queima de energia. Esses pólos de energia positivo e negativo não são necessariamente equivalentes às alegrias e tristezas, bondade e ruindade, certo ou errado, mas formam a orquestra de tudo que conhecemos ou não na natureza, regida pelo guardião invisível, que muitos criam em sua imaginação para se auto definirem. Os amigos e os gestos de amizade, podem também serem exauridos nessa fogueira ardente.

 

A verdade, portanto, não está em cada um de nós.

Idéias pensamentos atitudes formam ao longo do tempo camadas de conhecimentos e pensamentos e as novas gerações vão descobri-las no futuro como idéias fossilizadas ou não, e todo esse acervo vai gerar conflitos em cadeia e assim os humanos caminham para uma espécie de período de infelicidade generalizada que em determinados momentos explode em guerras entre povos e nações inteiras, dando-nos a triste impressão que o auto-extermínio reside em nós e somente pode ser contido com antídotos contra comportamentos agressivos, mas que ainda não são conhecidos.

Somos partículas de um laboratório de experiências gigantesco, mas temos também cada um de nós a sua pequena sala de experiências dolorosas e gratificantes ao mesmo tempo e assim de certa forma esses antidotos teriam que brotar em cada atitude individual que adotamos.

Somos todos assim, "perdidos no espaço", existindo aqueles mais efervescentes que saem das ditas camadas “pré-sal” para fazerem a humanidade implodir no riso ou na tristeza, na plena ignorância ou na plenitude das descobertas cientificas. Em ambos os casos, a morte é retardada pela atitude subversiva contra o que parece “estar escrito”. Mas a cobrança vem de forma cruel e a natureza fatura implacavelmente no atacado e chacoalha o esqueleto do planeta terra, dizimando populações inteiras. Difícil admitir, mas parece existir uma correção automática da natureza quanto a nossa resistência em prorrogar a vida. O erro da natureza, eu diria cristalino, está em fazer correções quantitativas, quando o correto seriam correções qualitativas. Seria mais fácil, "respirar fundo e viver um dia de cada vez".

Mas admitir essa racionalidade, seria admitir a existência de um grande arquiteto.

 

Existem muitas frases feitas que rolam por aí, de autoria desses habitantes dessas gaiolas de comportamento padrão e você não consegue contestar suas superficialidades e nem tampouco estabelecer contato.  Tentei, e a resposta que obtive foi um não, e o comportamento deles é mais ou menos igual o daquelas flores sensitivas e dormideiras, cheias de “não me toque”. Se você se aproxima, elas se fecham.

 

Estou cansado disso, anuncio aqui o fechamento de meu laboratório. Continuarei escrevendo e continuarei dono das minhas verdades, mas comunico uma atitude ousada. Não farei mais das “minhas verdades”, uma arma.

Acho que fiz algum progresso. Aprendi isso com os meus inimigos declarados e com o silêncio cruel dos meus melhores amigos. Não serei mais permeável.

 

 

Luiz Bento Pereira (64)

Representante Comercial do ramo têxtil em Goiânia

Nascido em Ponte Nova – Mg

Ex-articulista do site Pontenet – www.pontenet.com.br

Categoria: Filosofando
Escrito por Luiz Bento às 14h22
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19/10/2009


 
 

REENCARNAÇÃO MODERNA

O ESPIRITO DE PORCO

Autoria Luiz Bento




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Esta é uma respeitosa simulação cômica da reencarnação.

Devo esclarecer que esse texto não tem qualquer interêsse em desrespeitar a crença daqueles que acreditam que quando a gente morre, vai pro “andar de cima” mesmo porque, mesmo sendo totalmente incrédulo eu confesso, gostaria fosse isso uma verdade absoluta. Mesmo considerando o fato de que não acredito em vida depois da morte, devo dizer que, nas entrelinhas do texto abaixo, escancaro meus medos e minhas dúvidas.

Portanto, vale à pena ler exclusivamente como uma brincadeira para relaxar e estou sendo sincero quando afirmo aos leitores que não há qualquer intenção de minha parte em ser aqui um formador de opinião.

E assim, o espaço está aberto, mesmo para aqueles que eventualmente se apresentem como ofendidos. Portanto divirtam-se:


O PRIMEIRO RETÔRNO CONSCIENTE ( Capitulo I )

Fora premiado por bom comportamento e de lá de onde veio, não sei por que, nem para que, nem como chegou, mas o certo é, ou pelo menos supõe-se que, poderia escolher seu habitat para reencarnar em qualquer astro. De onde ele teria vindo não se sabe por que, a galáxia é muito grande e o pobre espírito pode ter viajado bilhões de anos luz e nesse caso, qualquer lugar, é lugar nenhum. Concordam? E desde já, posso dizer-lhes que morrer é uma merda (com licença da palavra) até sob esse ângulo, pois a única coisa que se consegue é deixar o "anjo da guarda" sem rumo e desnorteado.

ENTÃO...--------------------------------------------------------

Ë’ óbvio que antes disso, ele morreeeeu ! (como diria aquele famoso filosofo muito engraçado, o “Nerson da Capitinga”,
E assim, morto da silva, (O Silva não é presidencial, é mera coincidência), o espírito nômade, inexperiente, procurou entre várias galáxias do universo e mirou o planeta Terra que lhe pareceu o mais iluminado e também porque gostou do barulho que vinha de alguns pontos (discotecas, terreiros de macumba da Bahia, orações de religiosos mais exaltados e desesperados, velórios, festinhas de adolescentes, o gemido das Lobas, carnaval, trio elétrico, truqueiros exaltados, bombas atômicas).

Ele já não sabia mais porque, mas aquilo lhe parecia familiar. E pior que estava também completamente estupefato, porque antes de morrer, jamais acreditou que fosse ficar vagando numa dimensão desconhecida.
Alguma coisa havia mudado na esfera divina e eles passariam a conquistar graus na escala hierárquica. Bilhões, trilhões de anos haviam se passado e tudo estava muito padrão, tudo igual e o conselho superior teria tomado como base algumas evoluções do ser humano no planeta terra e resolveu adotar o sistema de mais valia como exemplo.

O espírito quando desocupado passaria a ser analisado pelo currículo e teria ou não regalias e enfim, aquela rotina enfadonha estava com o fim decretado. Agora não me perguntem como nascem os espíritos, porque eu não sei explicar. Sei apenas que tem muita coisa que a gente sabe que existe, dizem que existe e melhor mesmo é não questionar. Basta ter fé.

Refeito do susto, a amnésia foi acabando e ele se lembrava do nome do porteiro do céu, que se chamava Pedro. Ninguém conhecia. Ele sacou logo: Ou estou no inferno ou então no limbo e se assim for, menos mal, pois o limbo é por um tempo determinado e não tem o fogo ardente.

Contudo ele já sabia, pelo sumiço do Pedrão, que a situação não devia estar muito boa pro lado dele. Assim como na terra existem classes sociais, talvez ele como espírito estivesse num plano inferior. Não era uma questão de pessimismo, era uma análise fria e calculista. Afinal (ao que tudo parecia) ele havia saído de um corpo que vivia num país, que elegeu um presidente da Republica que perdeu um mandato por corrupção e esse mesmo ex-presidente, foi reeleito Senador da Republica alguns anos depois.

E o próprio Íris Rezende que havia sido derrubado como Governador, por causa de corrupção, foi eleito mais tarde Prefeito.(que vergonha, eleitores de 2ª.categoria na Casa da Dinda e no Cerrado) – Acredita-se que em Ponte Nova MG, a coisa tenha funcionado de forma mais clara; Na década de 50 o pai foi Prefeito e meio século depois, o filho retorna como se fosse uma reencarnação, só que materializada. Nem Chico Anízio e nem o Chico Xavier, explicariam isso.

O Fato de ter que voltar novamente e passar por situações no mínimo de perplexidade, justificava então os calafrios, os arrepios, aqueles momentos em que a gente dizia ter a impressão de já ter vivido antes. Mas, com os novos critérios, qual seria seu gráu, sua nota, foi promovido ou foi rebaixado? E fraudes, haveria essa possibilidade de apadrinhamento? - Ele mesmo respondeu: - Não, aqui em "cima" não, na esfera divina, de jeito algum.

Mas por quantas vezes ele já estaria ali repetindo aquele processo ? Isso por certo, já era secundário e ele a partir dali, precisava descobrir mais coisas – Como teria sido sua ultima morte ?- detestaria ter morrido afogado, ou atropelado por um caminhão Scânia, de cor laranja. Terá sido ele o personagem real do filme “O encurralado”, protagonizado por aquele ator de Hollywood, o Denis Weaver? Ou será que ele teria morrido atravessando uma faixa branca de pedestre em Ponte Nova ou seria em Viçosa? Por quanto tempo, as pessoas teriam chorado por ele ? Ou não teriam chorado?. E os seus órgãos? -Ah! Seus órgãos, que ele detestaria vê-los em estilhaços por ai, de repente até ressecados ao sol quente do asfalto lá pelos lados da linha vermelha, na cidade do PAN e das olimpíadas de 2016 ou na encruzilhada da estrada de Rio Casca, sob olhares de urubus famintos e desengonçados, entre mangas e eugenias podres..

Mas afinal, a terra era uma bolinha redonda, que girava em torno de uma outra bola, de fogo, chamada sol, milhões de vezes maior, e adornada por uma outra chamada lua, que dá brilho às noites sem chuva, e inspiração aos românticos mortais apaixonados. Nela, há o esboço da imagem de um santo guerreiro, mais tarde, cassado pelos representantes daqueles ou daquele, que teria extinguido a sua vida e que talvez para se divertir, ou por sadismo, sempre lhe mandava de volta.(Para os leigos:Reencarnação)- Para o Chico Xavier e Paulo Coelho, uma profissão (rss)
Não se lembrava nunca de sua vida anterior, talvez queima de arquivo na esfera superior divina. Mas, uma brisa fria, soprou-lhe a testa, um gemido, alguns sussurros e pronto, ali estava ele suspenso, com calafrios e com aquela sensação de já ter habitado aquele planeta miúdo. Ele já tinha até um apelido carinhoso, “o encantadinho” da terra dos meninos da Brasília Amarela.

Pensava consigo mesmo, que a terra poderia ser um planeta com seres vivos mutantes, extravagantes, nômades por natureza, covardes, medrosos, submissos por conveniência, talvez até guerreiros, mas sem maiores problemas para quem provàvelmente já havia morrido centenas de vezes (aliás, será que esse espírito errante, hesitante, que era ele, teria direito de saber, quantas vezes viveu e morreu)?

– Teriam eles o direito de se apegar aos pais, quanto mais amá-los, lembrar-se deles.? Na vida anterior, teria ele sido um ser humano mesmo ?

- teria ele nascido no Planeta Terra ou teria sido em Marte ?

– Teria sido Botafoguense ou torcedor do Fluminense ?

Ou seria ainda um “cabeça chata”, daqueles que descem pra S.Paulo e logo vão engrossando a torcida do Corinthians?

Teria sido um Operário de salário mínimo, um dono de uma lojinha num camelódromo, ou um Empresário bem sucedido ?

Teria sido um aposentado Civil, ou um Militar ?

Teria sido esfaqueado por um pivete da Febem, ou humilhado numa dessas igrejas de esquina, porque não pagou dízimos ?

Ou teria sido vítima da Inquisição há mais de 1000 anos. ?
Ou quem sabe teria sido expulso de um colégio saleziano, porque jogou uma cadeira num padre alemão enjoado, que lhe cobrava um livro de Português, que ele não tinha dinheiro pra comprar?.
Ou teria morrido afogado no rio Piranga.
Pensou novamente e se perguntou ? Qual seria a era adequada para a sua abordagem ?– Em que tipo de ser vivo reencarnaria ?
Qual seria o sexo adequado ? .Afinal, se for no Brasil, você já tem documentos em que pode optar pela coluna um, coluna dois, ou coluna do meio. São os avanços e conquistas das minorias ruidosas.

Ou seria ainda interessante para ele, pensar em mais alternativas, como por exemplo, ser um Jacaré que vive naquela lama nojenta, com dois olhos que brilham como fogo ardente e vivem revoltados e famintos, rastejando como os demônios da noite, e que são capazes de mastigar uma criancinha inocente com mais velocidade que a daquela atribuída a um comunista ? Ou talvez uma cabrita? – cabrita de jeito nenhum muito menos numa cidadezinha perto de Ouro Preto. Ce ta maluco, de jeito algum. Cabrita é muito perigoso.
Jamais havia sido concedido a um espírito comum, o direito de opção e por isso ele analisava minuciosamente todos os detalhes do planeta Terra, afim de não decepcionar o comando geral dos espíritos, em sua experiência que seria piloto.

Sabia-se também que existia um livro tido como sagrado e que em optando por chegar lá, naquele minúsculo planeta, como ser vivo, animal, irracional ou não, teria que reconhecer e aceitar tudo que nele está escrito, como verdade absoluta, intocável e não teria o direito de contestar.
É’ um sacrilégio.Queimariam ele na fogueira, vivo, como herege e ele reviveria o tempo das cruzadas.Poderiam decepar-lhe a cabeça, enforcá-lo, pregá-lo na cruz, com coroas de espinhos, ou ainda, como no tempo das carruagens do velho oeste do continente norte-americano, poderiam dar-lhe um tiro certeiro no meio da testa e sendo bandido poderia ter a honra de morrer nas mãos de Gary Cooper ou Kirk Douglas.

Sabe-se que esse livro, foi escrito numa língua que ninguém sabia traduzir e ai foi montado convenientemente pro Inglês, Português, Espanhol, Italiano (obviamente) e não se sabe porque, não o traduziram para os chineses e nem pros Hindus ou Coreanos e muito menos para os Árabes.

Com certeza por lá, o Pe. Anchieta, não passou, ou se passou, não se deram bem, pois pelo que consta na historia geral, o caminho das Índias antigamente era por lá. Portanto, o livro sagrado do ocidente, é uma unanimidade para o ocidente..(e há controvérsias que os evangélicos protestantes, alegam estar no novo testamento) Depois eu ouvi de um famoso colunista Carioca, que disse que toda unanimidade é burra.(aqui também há controvérsias)

Será verdade ?

No próximo capitulo estaremos descrevendo a saga desse espírito de porco que já estava vivendo a era da modernidade e na próxima reencarnação, estaria vivendo uma nova experiência ou seja, não seria dado a ele, o livre arbítrio e poderia ainda se lembrar de tudo que viveu na vida anterior. Mudanças radicais nos corredores divinos dos Palácios do universo celestial e grupos de terapia já estavam sendo formados para atender espíritos com problemas existenciais. E as reformas não paravam por aí, já existiam espíritos fazendo requerimentos para solicitar o direito à morte definitiva. E o primeiro da fila, dizem, é aquele que ainda habita o corpo do Bush.

Portanto, aguardem no próximo capitulo, se o nosso espírito renascerá numa viçosa grama, ou num carneirinho afegão ou se num ser humano aqui na Terra ou aquela que seria sua melhor escolha um alienígena, para depois voltar e habitar os Andes e sugerir que o livro Eram os Deuses, Astronautas, seja escrito pela segunda vez.

Luiz Bento Pereira
Representante Comercial do Ramo têxtil em Goiânia.
Escreve nas horas vagas
É permitida a reprodução desse texto, desde que citando o autor e a Web.

Categoria: Religiosidade
Escrito por Luiz Bento às 21h23
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28/09/2009


 
 

E PRA QUEM CONSEGUE ENXERGAR "ATRÁS DO MORRO"...

E PRA QUEM CONSEGUE ENXERGAR "ATRÁS DO MORRO"...

Aquele jogo Cruzeiro x Palmeiras, pelo campeonato Brasileiro, foi o pior que podia acontecer para mascarar as cenas de teatro que a imprensa Paulista armou para justificar aquilo que eles já sabiam antecipadamente.

O campeonato Brasileiro é um engodo, é uma vergonha. Ficou pior ainda, quando alguns cronistas citaram que o Cruzeiro teria sido beneficiado no jogo seguinte contra o Barueri.

E para quem faz parte do grupo da "teoria da conspiração" como eu, ou que, como dizia minha velha e querida mãezinha: "não tente me enrolar, porque eu enxergo atrás do morro", eu diria que essa do Barueri, foi uma tentativa para consertar uma situação, muito chula e sem o menor cabimento. Basta ver onde está o Barueri na tabela e onde está o Palmeiras que tem sido, a exemplo de outros times Paulistas, beneficiado vergonhosamente pelos juizes portadores escandalosos da famosa mala preta.

E isto vem acontecendo a mais de 15 anos, num complô para jogar no chão o futebol Carioca, Mineiro e Paulista, com argumentos fraquíssimos e pouco convincentes de que estas praças, principalmente o Rio, o futebol é mal administrado e tem muita corrupção. Como se em São Paulo, isso não ocorresse e o time do Corinthians por exemplo, no ano passado, foi uma prova de que lá em São Paulo também tem corrupção nos clubes e também nas arbitragens.

O Cruzeiro depois que encerrou a disputa pelo titulo da Libertadores, em dez jogos teve doze jogadores expulsos e a imprensa mais uma vez ironizava dizendo que o clube voltou "nervoso" porque não conseguiu ser campeão. Juca Kfoury então, deitou e rolou e assim vamos levando o barco, vendo uma elite de trambiqueiros dominar o futebol brasileiro, mesmo considerando o fato de que toda a cúpula administrativa do futebol brasileiro tem sede no Rio.

Como é que eu vou ter coragem de assistir daqui pra frente o que vão aprontar contra o Goiás Esporte Clube que acaba de conquistar o segundo lugar na competição e com muito mérito?

Já me basta a grande humilhação de ver nos últimos anos uma seleção brasileira que disputa as copas do mundo e eliminatórias dando preferência a jogadores que jogam na Europa por causa dos contratos de publicidade. São velhos e antigos e superados em muitos casos e mesmo assim são convocados, contrariando a lógica de uma renovação constante com prata da casa, ao invés de prestigiarmos jogadores com pernas e braços milionários, onde uma unha simplesmente pode estar segurada por centenas de milhares de dólares. E mais? Quanto a CBF deve pagar ao clube ou a cada jogador desses, por exemplo um Kaká? Ninguém informa, ninguém fala nada. Somos o que? Palhaços ?

Categoria: Esportes
Escrito por Luiz Bento às 20h20
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24/09/2009


A FALÊNCIA DE FORMA LENTA E PROGRESSIVA – ESTOQUES

 

Já editamos aqui um texto sobre o efeito nocivo das pequenas autoridades dentro de uma empresa. Agora vamos falar de uma espécie de câncer que se apresenta no balanço de uma empresa e em muitos casos, pouca gente dá a importância, que esse item do ativo tem, no plano contábil e que normalmente aparece como realizável a curto prazo mas nem sempre é assim.

 

O QUE PODE GERAR UM ESTOQUE ONEROSO NUMA INDUSTRIA:

 

Uma Fábrica de Tecidos por exemplo: (Pela ordem natural).

 

1-Vamos começar pelo Tear. Tecidos com muitos defeitos de tecelagem, dependendo de quais sejam, não servem para tingir. Se não houver demanda de tecido estampado ou a empresa não tiver uma estamparia para dissimular um pouco, ela pode ter que classificar grande parte de sua produção como segunda qualidade, pois nos tintos qualquer defeito aparece. E assim, esse tecido vai ser estocado ou se vendido. Vai gerar um prejuízo inesperado.

 

2-A Diretoria de uma Fábrica de Tecidos, tem que estar muito atenta, ao movimento dos estilistas e gerentes de produtos que, se abonados com muita autoridade, acabam transformando a industria num enorme laboratório e o resultado será o aumento de estoque de amostras e experiências diversas, às vezes em metragem relevante e que alguns gerentes de vendas de forma irresponsável liquidam tudo a preço de banana.

 

3-Você pode produzir acidentalmente uma cor ou uma estampa numa quantidade bem maior do que aquela que seria a soma dos pedidos em carteira. Você pode cometer erros na programação de corte do tamanho dos rolos, diferente daquela requerida pela grade de pedidos a serem atendidos. A Rama que restaura a largura do tecido, pode apresentar defeito nas agulhas e rasga-lo próximo às ourelas.Tudo isso gera um estoque desnecessário e oneroso.

 

4-Por falta de atenção ou conhecimento pleno das necessidades e exigências momentâneas do mercado, até o tecido de segunda qualidade você tem que saber o tamanho da embalagem que pode ser fundamental para determinar se o estoque vai ser vendido ou não. Aqui em Goiânia, temos um exemplo: No produto Tricoline com Elastano que se vende muito bem, se a fabrica classificar um tecido de segunda e montar os rolos de 100 metros, ao invés de 50, vai ser muito mais difícil vender, ao contrário do Jeans que todos querem rolos de 100 a 130.

 

5-Nessa cronologia ou fluxo de operações, chegamos na parte comercial, a mais complicada, porque depende de fatores externos e de sua majestade o cliente. Cancelamentos de pedidos de clientes que compram no entusiasmo quando percebem que o mercado esfria. Quem paga o pato é a industria, pois certamente quando esse cancelamento ocorre e o pedido cancelado já foi inserido nas chamadas OP (ordens de produção), certamente, a conseqüência é o estoque que vai ser engordado por esse motivo também, sem falar naqueles casos em que a mercadoria é devolvida, assim, sem mais nem menos e as alegações são as mais diversas possíveis. Para o cliente é muito cômodo tomar uma medida dessas, porque não existem leis que protejam o fornecedor que obrigue por exemplo o cliente a ficar com um produto que ele comprou, desde que não haja um motivo justo: Cancelamento em tempo hábil ou defeitos comprovados, etc.

 

Existem clientes, que quando chega o tempo de um mercado cuja demanda é boa, compram de vários fornecedores e aqueles que vão entregando os pedidos na frente, ele recebe a mercadoria e quando chega a um nível satisfatório que ele percebe que está bem suprido, ele cancela o restante dos pedidos.

 

6-Quando as vendas não acompanham o ritmo de produção, é muito comum as industrias anteciparem a produção da carteira de pedidos de dois ou três meses e assim surge o fenômeno chamado faturamento com prazo relativo ou mais conhecido pelos clientes como “data base”. Em muitos casos, os gerentes de vendas, ansiosos por cumprirem metas de faturamentos mensais, se esquecem de que se a empresa estiver com uma boa situação financeira (bom índice de liquidez) ela a rigor, pode antecipar a produção, mas nem por isso precisa antecipar o faturamento para o cliente, pois isto é uma faca de dois gumes, a saber:

 

a) – O cliente pode desejar efetuar o cancelamento do pedido, se o mercado ficar desfavorável e você assim, o coloca numa espécie de camisa de força.

 

b) Pode ocorrer o contrário, o cliente poderia estar a ponto de solicitar a urgência na entrega daquela mercadoria (antecipação de entrega) e você por  (não saber avaliar ou esperar) acaba dando mais 30 dias de prazo no pagamento da mercadoria, sem necessidade.

 

c) E pode gerar um hábito que prejudica a empresa, pois os clientes percebendo a “fraqueza” fazem o pedido, e fingem não estar precisando da mercadoria e pedem para colocar no pedido, um prazo de entrega bem elástico.

 

 

Data base, prazo relativo, seja o que for, fragiliza o índice de liquidez da empresa, sugando o seu capital de giro.O vendedor não pode oferecer ao seu cliente em nome da fábrica um pedido com vencimento “data base”. Quem decide se antecipa um faturamento e dá o prazo relativo no vencimento é a Fabrica. Ela é que avalia se o cliente realmente merece essa cortesia.

 

Portanto, uma empresa bem organizada cuida bem desse quesito ESTOQUES, de forma que tudo aquilo que seja produzido possa ser vendido com o lucro desejado e sem o prejuízo das desovas irresponsáveis.

 

Numa industria de Roupas, tudo isso que foi dito acima, de carta forma se aplica de forma diferente, no corte irresponsável, nos estoques de aviamentos, onde sobram botões, zíperes, etiquetas, metais diversos que são adquiridos sem um planejamento e tudo isso num curto espaço de tempo vai se amontoando no almoxarifado e gerando prejuízos que na maioria das vezes não permitem serem repassados no preço do produto, pois o mercado não permite.

 

Luiz Bento Pereira (64)

Representante comercial – Ramo têxtil – Goiânia. Go -
Natural de Ponte Nova – MG

Ex-gerente de vendas da Cia.Têxtil Santa Elisabeth – Contagem – MG

Ex-articulista do site Pontenet – www.pontenet.com.br

Escrito por Luiz Bento às 19h48
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23/09/2009


 
 

A diferença está no café quente !

 

Existem certos lugares que freqüento e nessas visitas do cotidiano, dá pra perceber o calor humano num simples gesto: Um cafezinho quente, saindo fumaça.

 

E a prova da educação, do carinho, da amizade ou mesmo independentemente disso tudo, fica maior ainda e deixa a gente muito feliz, quando me dizem: “Esse aí foi feito pela manhã, espere um pouquinho e vai sair especialmente pra você, um quentinho”.

 

Não há nada no mundo que substitua um gesto de carinho desse tamanho, mesmo se tratando de uma visita comercial de interesses recíprocos e muitas vezes, nem tão recíprocos assim.

 

Tudo bem, você pode ter um certificado “ISO 9001” em forma de adesivo colado em sua vitrine, sua marca pode ser considerada uma griffe, mas o que vai chamar atenção do seu freguês é a garrafa de café quentinho, ali num canto sobre uma toalhinha branca rendada, que afinal custa quase nada.

 

Havia algum tempo que eu não visitava São Francisco de Goiás, um pequeno povoado situado entre Petrolina de Goiás e Jaraguá, encravado entre belíssimas montanhas, a 95 kms. de Goiânia.fazendo lembrar minha Minas Gerais, minha gente, minha infância.

 

Passei por Nerópolis, terra dos doces e assim, trabalhando e misturando o prazer de ver belas paisagens com os negócios. Você pode vender por telefone, pode mandar amostras pela internet ou pelo correio, mas o contato pessoal é e continuará sendo importante. Não é a mesma coisa que um Banco, onde você pode ter o seu dinheiro, receber o cartão eletrônico e nem precisa ver a cara do gerente.

 

Lá estava na porta da Loja, o Sr. Zezinho sentado num banquinho de madeira, e a Dna Ivanilda dentro da loja com suas filhas e algumas balconistas com a mesma atenção de sempre.

 

Claro que lá existem outros clientes e no decorrer de todos esses anos, sempre fui alvo de muita atenção, mas esses dois aí são especiais no meu ponto de vista, pela importância que dão a um cafezinho. E pra que não haja protestos e manifestações de ciúmes, vou destacar A Hannover têxtil, a Universo Têxtil, sem falar na Líder Tecidos onde mesmo no fim de tarde sempre tem..

 

E sabem por que um cafezinho é tão importante? – Porque ele nos coloca em estado de felicidade, de agradecimento. O ser humano precisa disso. Quando alguém lhe oferece um cafezinho quente, é o mesmo que estar dizendo pra você naquele momento, que não vê defeitos em você, que não quer criticar seu modo de pensar, de falar e que você é importante e sempre bem vindo.

 

Luiz Bento Pereira (64)

Representante Comercial do Ramo têxtil em Goiânia.

Natural de Ponte Nova – MG.

Ex-articulista do site Pontenet

Categoria: Filosofando
Escrito por Luiz Bento às 21h12
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19/09/2009


 
 

A Hidra de múltiplas cabeças

 

 

O mundo está em convulsão social. Estamos enfrentando uma crise de relacionamento, onde se percebe que os interesses pessoais e as vaidades estão acima do bem estar coletivo. As Nações incorporam também esse pensamento e surgem os mecanismos de defesa e a muralha da China, pode renascer na fronteira dos EEUU com o México. E vários “muros de Berlim” já existem e o “concreto” cedeu espaço aos acordos ou imposições de grupos armados ou econômicos. Escudos anti-mísseis, leis protecionistas, subsídios criminosos e restrições para imigrantes advindos de paises sub-desenvolvidos, justificam o ditado antigo de que “quem semeia ventos, colhe tempestade”, embora haja aqueles que fazem tempestade num copo d´ água e motivos fúteis, sempre são ou serão motivos de guerra.

 

Criamos várias hidras de sete cabeças ou mais, no entanto, cada uma delas com tentáculos e cabeças burras e de ação limitada. A internet não é propriamente o oceano imenso dessas manifestações “democráticas”, mas um enorme caldeirão que ferve com temperatura controlada e enormes termômetros que regulam torneiras que se abrem e fecham sem que ninguém perceba. Essa rede universal de conhecimentos e de intrigas não é propriamente a origem dessas hidras, muito bem identificadas pelos autores do livro Peter Linebaugh e Marcus Rediker, mas tornou-se uma sala de cinema, onde o livro se materializa de forma espetacular e o que é mais interessante, sem intenção clara e deliberada. E todo esse raciocínio sugere uma suspeita interessante: A de que teria sido a Internet uma enorme bomba de efeito devastador que teria acordado sem o menor propósito deliberado, a maior e mais terrível hidra de todos os tempos.

 

Ficou mais dificil controlar a humanidade e estabelecer códigos de ética e limites e dessa forma essas hidras com sub-tentáculos  que cantam “samba de uma nota só”, crescem agressivas e burras. Não percebem que os holofotes que fazem o seu brilho, em muitos casos é o reflexo de sua própria imagem num espelho criado para simular a ilusão do sucesso de suas ações covardes e de vandalismo.

 

Pensam que estão afinadas com as necessidades do mundo e nessa manifestação de egocentrismo exacerbado, mostram o que é realmente um “samba de uma nota só”. O que eu quero dizer é que a internet ampliou e desdobrou o campo de ação dessas hidras que se reproduzem em forma de blogs e sites sem conteúdo político e social, são blogs- camarins de pavões do tipo “GL” (movimento de gays e lésbicas). Fazem muito barulho, para dizer a todos, tudo aquilo que já estamos cansados de saber. E “morrem” de tédio também, porque ficam asfixiadas e engasgadas com as próprias palavras.

 

Recomendo a leitura dessa obra, uma espécie de história não identificada no tempo certo, de um sentimento oculto de trabalhadores braçais (teoria relevante) e que inexplicavelmente passa de geração a geração. Interpretações diversas podem ser dadas e colhidas e que podem justificar mutações no comportamento humano contemporâneo, como apregoa o livro nas entrelinhas; Trata-se uma obra inteligente e de autores visionários.

 

A classe trabalhadora após os descobrimentos ou mais especificamente a partir do Novo Mundo, sempre foi multi-étnica (uma obviedade desnecessária no livro) e os conflitos a partir daí foram naturais e permanecem até hoje. Seremos todos, reflexo desse comportamento? Alguns se identificam como opressores de outrora e outros pela cor da pele se identificam como oprimidos. (Surge o auto-flagelo escandaloso e pirotécnico) A pirotecnia se manifesta “atrás de um trio elétrico” ou na ação predadora com técnicas de guerrilha eletrônica, via e-mails ou demonstrações pálidas e de abrangência familiar.

 

Como resultado disso, o mundo perdeu o encanto. Cada um de nós vê aquilo que quer ou precisa ver. A lua de São Jorge o Guerreiro, não é a mesma lua dos namorados e muito menos daqueles que acreditam em lobisomens que andaram perambulando pela rua do vai e volta, ou na curva perigosa da “volta do gato”.

A humanidade nesse momento, apresenta um desequilíbrio e uma pergunta fica no ar: No balanço geral, um cortador de cana não seria muito mais útil do que aquele mutante que se transforma num combatente feroz de pequenos feudos como se fosse uma dessas cabeças barulhentas dessas hidras desgarradas?

 

Será que estamos finalmente bem no centro da larva quente de um vulcão onde os mutantes não querem definitivamente, nunca mais ouvir dizer essa frase:

 

 “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”.

 

É exatamente aí, onde todas as hidras nervosas, células de “auto-flagelo” da sociedade, se arrebentam e se esticam e morrem por saberem que seu campo de ação é limitado pelo tamanho padronizado de seus tentáculos. Essa é a diferença entre os “Tinicas” daquele tempo e os “Beneditinos” de hoje. Eu nunca afirmei que isso é genético, pois como “um pequeno burguêz” (ou apesar disso) sempre quis acreditar que o “homem é fruto do meio”. E ironicamente, sempre tentando reforçar essa hipótese, custo a crer também naquilo que sou e naquilo que me transformei. Sou apenas o instrumento da orquestra fantástica da demagogia e da ironia e com essas duas notas posso comandar uma hidra de sete cabeças, onde os “chutadores de baldes” são a matéria prima do meu laboratório. Sobreviver deixou de ser uma mescla de atitudes sensatas e sentimentos. Passou a ser um ato de guerra.

 

Evidente que, partindo do pressuposto que tendo sido acordada essa hidra gigante, (via internet) estejamos todos retornando ao campo das idéias e reiniciando a era dos bárbaros bem dotados tecnologicamente com efeitos imprevisíveis.

 

Luiz Bento Pereira(64)

Representante comercial do ramo têxtil – Goiânia. Go

Ex-articulista do site Pontenet – www.pontenet.com.br

Natural de Ponte Nova – MG.

Categoria: Filosofando
Escrito por Luiz Bento às 22h18
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14/09/2009


ESSE IDEM, IDEM, EU NÃO TENHO NO ESTOQUE

 

Fulano de tal, era um sujeito humilde, simples, semi-analfabeto e trabalhava na expedição de uma fábrica de Tecidos que conheci bem no inicio da minha carreira profissional, quando me apaixonei pelo ramo têxtil.

 

Era naquele tempo, como todo funcionário de uma grande empresa, é até hoje funciona assim, um cidadão de limitados conhecimentos, sofrível inteligência, mas esforçado. Quesito honestidade, nem pensar: inquestionável. Era do tipo pontual sempre, e podia chover canivete, Fulano de tal, chegava sempre na hora e marcava o ponto. E nas eleições de operário padrão sempre foi candidato em potencial.

Se ganhou ou não, alguma vez, nem me recordo, mas que merecia, isto sim, merecia.

 

Faltas, nem por doença grave. Fulano de tal apesar de pobre, foi criado no interior de Minas comendo muito angu e assim não sabia o que era uma enfermaria ou um atestado médico e tinha portanto o perfil ideal, dedicado ao trabalho e responsável demais o que o impedia de fazer alguém supor que ele pudesse fazer algo errado, como solicitar um atestado médico pra ficar “escovando urubu”.

 

E assim e foi admitido inicialmente para transportar aqueles rolões grandes de tecido estampado e tinto, da sanforizadeira, para os tribunais. Classificados os tecidos e embalados e com etiquetas, Fulano de tal os levava em carrinhos menores de quatro rodas e que empurrados manualmente, até as prateleiras. As peças, ainda enfestadas naquele tempo, pois ainda se vendia muito para varejistas, eram cuidadosamente empilhadas nas prateleiras para depois alguém fazer o atendimento dos pedidos.

 

 

Mas Fulano de tal um dia, após 3 anos dessa rotina enfadonha de ficar todo dia fazendo a mesma coisa, arrastando rolos grandes e carrinhos de pano pelo deposito, se deu conta que a encarregada (chefe da expedição) sempre se aproximava dele e dava ordens expressas: Puxe aquele carro do fustão desenho de moranguinhos, na frente dos outros, pois tenho ordens para atender um pedido de um cliente urgente e faturar hoje ainda. E assim ele, por conta própria decidiu tomar algumas iniciativas e antes de iniciar seu trabalho, perguntava antes à encarregada, qual a prioridade do dia.

 

Ganhou “pontos”, foi chamado pelos colegas de puxa-saco, caxias, sei lá mais o que, e assim, o que nem ele esperava aconteceu, foi promovido a separador de mercadorias e deixava aquele serviço mais pesado e cansativo para outros e ganhava um pequeno aumento de salário.

 

Um belo dia, a encarregada não estava e ele decide continuar mostrando que precisava executar sua nova função com a eficiência que lhe fora confiada: Telefona para mim, no Depto de Vendas(eu tinha a função de uma espécie de gerente geral de vendas) e diz: Sr. Luiz, estou com o pedido do cliente tal e o fustão desenho 590000, var. um, é o único que eu tenho pronto. O sr. Pediu urgência e e não tem mais nada pronto e a minha chefe não está aqui, o que eu faço?

 

 – Eu disse: Como assim(?), passei por aí hoje cedo e vi todas as estampas rodando nas maquinas.

- Foi então que Fulano de tal me retrucou ao telefone. Sr. Luiz, realmente todas essas estampas ficaram prontas no Fustão, mas esse outro produto que consta aqui no pedido nas linhas de baixo, esse tal de “idem idem” eu não conheço não senhor.

 

Pra não deixar o moço dedicado, com complexo de inferioridade eu disse a ele que poderia atender todo pedido no produto fustão que constava da primeira linha. E ele, mais uma vez com excesso de zelo, me respondeu. OK, Sr. Luiz, se o Sr. autoriza..., mas por favor quando o Sr. Passar por aqui novamente, não se esqueça de alterar o pedido e dar o visto autorizando.

 

Moral da história:

 

Naquele tempo a esperteza de encarregados de fábricas, na parte industrial (nem todos, claro, agiam assim) tinha uma característica que de um modo geral, emperrava uma melhor eficiência do setor que chefiavam, porque geralmente os funcionários mais competentes ou inteligentes,  eram preservados em funções de menor importância. Por via das dúvidas melhor ocultar talentos ou pessoas mais experientes, para não correr o risco de perder a chefia e era muito comum, um encarregado sair de férias e não haver alguém (pelo menos visível aos olhos da administração) que pudesse substituir à altura. Tipo assim, não saia de férias, pra ninguém perceber que você não faz falta.

 

 

Luiz Bento Pereira (64)

Repres. Comercial de tecidos – Goiânia. Go

Natural de Ponte Nova MG.

Ex-gerente de vendas da antiga Cia. Têxtil Santa Elisabeth – Contagem – MG

Ex-articulista do site Pontenet- www.pontenet.com.br

Escrito por Luiz Bento às 19h53
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12/09/2009


 
 

CONFRONTO DE NOMES COMERCIAIS

 

CONFRONTO DE NOMES COMERCIAIS COM AQUELE QUE ESTÁ NA "BOCA DO POVO"

O representante comercial se depara com situações incríveis e tem que estar sempre atento, para não perder a oportunidade de vender, por não saber interpretar em muitos casos, o que o cliente deseja realmente.

E tem ainda que saber argumentar. Provar que tricoline com com "lycra" e tricoline com elastano, é a mesma coisa, técnicamente falando, é uma missão dificil.(Claro que a Rhodia que recebe royalties pela marca "Lycra" vai dizer que tem um fio de melhor qualidade, etc, mas não é bem assim).

 E tem gente que insiste: Eu quero a com elastano, pois ela é melhor do que essa com "lycra". Acredite se quiser.

E mais, se você fabrica (do ponto de vista técnico) uma popeline e usar essa nomenclatura, não vai vender. Pra vender, você tem que dizer que é uma tricoline.

E se o cliente telefonar e pedir aquele "caqui" da cartela, mesmo sabendo que a sua cartela não tem propriamente um caqui, fique na sua, desconverse, peça ao cliente para lhe dar o código numerico e mande a cor que ele pediu (um beje médio), mas não o contrarie. Ele sempre tem razão.

E quando ele pede o Cotton, você nem precisa pestanejar, a palavra e a composição com a lycra, já estão embutidas.

Evidente, fica a ressalva aqui, antes que eu me esqueça, que estou falando de pequenos clientes, com pouca experiência no ramo, daquele tipo que acha que porque não recebeu um boleto bancário, é porque a fábrica "é desorganizada".

E o representante, que faz questão de executar o "meio de campo" direitinho, ou como dizem os acadêmicos "fazer o trabalho pós-venda" de forma correta, fica no meio como um marisco, batendo entre os rochedos e o mar.

E aí so pra finalizar, semana passada, tive um cliente novo que me ligou e perguntou: Você tem anarruga.- Eu disse: Tenho e muito bonita, com estampas alegres, coloridas, desenhos não muito pequeninos e bem no estilo infantis, etc. - Peguei o endereço e fui lá: Quando abri o book e mostrei a pagina de toque: Ele leu: CHIFFON. Ele disse: É mas esse aqui é chiffon, eu quero é o anarruga. Foi um custo, pra eu convencê-lo de que era aquele tecido mesmo que ele queria e que havia comprado no distribuidor. Por sorte minha eu tinha um encarte em papel no desenho que ele tinha um retalho e provei que era o mesmo tecido.


Mesmo assim, comprou desconfiado. Acreditem se quiser.

E assim por diante, poderemos relatar confusões de nomes por exemplo entre o cotelê e o fustão. Tem gente que confunde brim cotelê, com veludo cotelê. E pra ficar mais engraçado ainda, um supermercado aqui da região, de porte grande, coloca algumas lindas bermudas e na placa: "Bermudas magnetadas". Fiquei estupefato, chamei um desses coordenadores que ficam passeando pelos corredores e lhe ensinei. A cara do sujeito, não foi muito boa, mas no dia seguinte, passei por lá, a placa era outra, mas não se arriscaram com a palavra, ou não acreditaram totalmente em mim (rs).

Querem mais? Dia desses li uma reportagem, ou matéria paga, sei lá, de uma dessas griffes nacionais e que dizia textualmente: "Os estilistas encontraram uma maneira de harmonizar o Jeans, as malhas e os tecidos planos". (sic) My God. Fazer o que?

E se você quiser me pedir uns 2.000 ms de tricoline xadrezes sortidos (miscelânea) não se assuste com a ressalva: "peça para a fábrica não mandar estampados". Não tente explicar que o xadrez além de fio tinto, pode ser também estampado.

Por hoje...

Aguardem, pois tem também o outro lado, algumas de gerentes de vendas ou de funcionários e tem também de outros colegas representantes (rss)

Quanto às minhas "má notas" eu me reservo o direito de não publicá-las (rss)



Luiz Bento Pereira,
é representante Tear Textil em Goiânia

Ex-articulista do site Pontenet - www.pontenet.com.br

Natural de Ponte Nova, MG

Categoria: Filosofando
Escrito por Luiz Bento às 13h11
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